Pobreza ou Abundância?
(Um lembrete circulado aqui na igreja…talvez encoraje você também. Aconteceu num grande piquenique; virou uma conversa e então, como geralmente acontece, acabou todo mundo sentando aos pés de Jesus, reunidos espontaneamente em volta do que estava acontecendo. O lembrete abaixo foi a tentativa de um irmão de resumir as coisas para o pessoal da igreja aqui que estava jantando em outros locais, aqui e acolá. Se quiser, você pode participar conosco desse momento, a seguir. Tem sido muito especial, desde aquela noite, para muita gente…por isso foi sugerido que a gente convidasse todos vocês.)
Mensagem Original
Durante um jantar em Falcon Lakes uns dias atrás, um irmão de outra cidade estava pedindo opiniões a respeito de uma possível transferência de emprego que o colocaria próximo de outros santos. Um irmão da Igreja aqui perguntou a ele, “qual seria a parte difícil para você nisso tudo?” Ele disse que sair da costa oeste para o centro-oeste seria um pequeno desafio, assim como mudar do campo para a cidade. Ele disse que suas crianças estavam preocupadas porque talvez fossem perder os cabritinhos de estimação. (Observação: como dito, essa é uma daquelas situações em que fazer uma pergunta em resposta a outra pergunta é muito mais importante do que simplesmente responder a pergunta. Nossos motivos para fazer ou deixar de fazer alguma coisa tendem a ser a verdadeira questão, principalmente quando todas as alternativas parecem “morais” externamente e poderiam facilmente encontrar suporte bíblico para ser identificadas como vontade de Deus.)
O irmão aqui enfatizou a absoluta necessidade de não deixar preferências de geografia, cultura, temperatura, mercado de trabalho, etc, definirem onde nós vamos morar. Há quem detestaria deixar um lugar porque a paisagem (montanhas, mar, etc) é muito agradável. Para os que estão ouvindo Deus e buscando Jesus com perseverança, a paisagem bonita ESTÁ DENTRO DO CORAÇÃO, não no mundo físico. CLARO, É VERDADE que as “sombras” do mundo físico são um forte lembrete da Realidade que está em Cristo (Cl 2), mas nunca o substituto dessa Realidade! As montanhas, a brisa fresca, a praia, o belo pôr-do-sol, as poderosas nuvens trovejantes, o riachinho murmurante…todos estes estão sempre à Vista, sempre bem perto, se nossos corações estão próximos de Jesus. Agarrar as “sombras” desta era, se apaixonar por elas e deixar que tomem as decisões por nós é “adorar as criaturas, ao invés do Criador”—o que NÃO é uma boa idéia.
Mesmos as assim chamadas coisas boas, tipo preferências de “estar no meio do Povo de Deus, numa igreja que é Viva, não são automaticamente a ‘razão de todas as coisas.’” Por exemplo, “eu quero estar no meio da casa de Deus” pode parecer um desejo divino, a menos que Deus queira você pegando no pesado e aprontando o terreno numa cidade onde não há, ainda, uma Habitação Viva aparente. UM PARÊNTESE: Três possibilidades sobre para onde se mudar com relação à Casa de Deus… 1) Apronte o terreno onde você está. 2) Junte-se a outros aprontando o terreno 3) Junte-se a uma Casa já existente. “Misturar-se” com expressões acomodadas, mornas e anti-Bíblicas de “igreja” NÃO é uma alternativa para um discípulo de Jesus. Também não é opção simplesmente largar tudo “só os 8 de nós” de sua própria, nomádica e reclusa maneira, tipo “só eu e minha família”. Isso NÃO é como Deus age. Pode ser mais fácil que arriscar trabalho, casa, reputação, sua “privacidade”, seu dinheiro e amigos. Mas não é afastando-se para si mesmo a maneira como Deus trabalha.
Cidade ou vila? Se você está escutando Deus, você pode viver na pior parte da cidade, onde há drogas sendo vendidas na esquina—ou num castelo, como Davi. Simplesmente não faz diferença, contanto que seja REALMENTE Atribuição de Deus, e não nossos fortes egos missionários, ou nossas justificativas acomodadas, para fazer o que queremos fazer. Colocar qualquer coisa antes de Deus vai impedir você de ouvi-Lo. Ponha tudo no altar. Deus vai dirigir seu caminho. Abandone todas as preferências em troca de Sua Vontade. Se nós abandonarmos todas essas coisas e ficarmos de mãos abertas, então, e só então, poderemos ouvir a voz de Deus sobre o que Ele deseja que façamos e onde Ele quer que moremos.
O versículo mencionado diz que “deu-lhes o que pediram, mas enviou magreza (pobreza) a suas almas.” Este irmão poderia exigir cabritinhos para seus filhos, mas isso poderia custar a ele e a sua família a herança de centenas de pais, mães, irmãos e irmãs. Também foi dito que quando empenhamos nossos corações em coisas, é como acumular areia numa banheira de água quente. À medida que o tempo passa, quanto mais areia, menos água quente a banheira comporta—que é sua função original. Assim é com os nossos corações. Jesus disse o mesmo, duas vezes, Pedro, também, a Simão mago. O tanto de “espaço” dentro dos nossos corações é limitado, e nós ESCOLHEMOS enchê-los pelas as coisas que valorizamos e perseguimos. Mesmo que haja uma chama ardente, uma paixão inflamada (água quente) no começo, a areia dos entulhos do mundo pode lentamente acumular a ponto de diminuir mais e mais a capacidade de ouvir Deus, até que você não escuta Deus de jeito nenhum, embora pense que está. Nessa hora, um irmão virou-se para todos, mudando claramente o foco para pegar todo mundo ali. Ele disse, “agora mesmo neste círculo de uns 100 ou mais, você sabe que existem pelo menos 20 situações importantes em que essas coisas estão em jogo. Provavelmente existem 100 questões menos importantes, mas também relacionadas. As questões não têm a ver com os motivos de mudar para outra cidade, no caso de vocês. As questões têm a ver com querer fazer alguma coisa ou ter alguma coisa ao ponto de que você está desejando manipular e tramar para fazer ou ter essa coisa. Por fora você pode estar pintando bem bonitinho, mas por dentro seus motivos são egoístas e não têm nada a ver com a Glória de Deus. Pode ser tudo, desde teu jardim a algum relacionamento. E existem outras 20 questões sérias onde a pobreza da alma vai aparecer se você se recusar a morrer para essas coisas. Você se recusa a abandoná-las ao pé da cruz. Dons ‘bons e perfeitos’ vêm de cima para baixo. Mas somente para aqueles que abandonarem seus próprios desejos ‘de ter’ aos Pés Dele, para que Ele possa escolher dar onde Lhe agrade. Se nós nos ‘abençoamos’, acabamos perdendo muitas oportunidades que o Pai tem para nos dar ‘grande e preciosas’ promessas e ‘bons presentes.’ Se você não perder sua vida, você NÃO VAI achá-la. Do mesmo jeito, quando enchemos o coração com areia, acabamos pagando por não ter a capacidade de dizer a palavra que sustenta o cansado, para influenciar uma situação por amor da justiça. Você ainda pode estar ‘vivo’ (a banheira cheia de areia ainda tem alguma capacidade, limitada, de aquecer água) mas você nunca realmente irá conhecer Deus do jeito para que você foi feito, nem ser de muita utilidade para Deus e os outros. ‘Madeira, feno e palha’—são obras que o Pai vai queimar ao invés de celebrar. O que Jesus disse dos Fariseus é que eles não tinham ‘NENHUM LUGAR’ em seus corações para Sua Palavra. Neles a areia tinha completamente preenchido o lugar que era destinado a Jesus. E cada prioridade fora de lugar—cada paixão não santificada—cada passatempo egoísta—cada impulso íntimo por diversão OU segurança OU respeito OU amizade do homem, enche alguma coisa daquele EXTREMAMENTE LIMITADO compartimento dentro de nossos corações que serve para conhecer Deus de uma maneira real.”
Nossa capacidade de experimentar companhia com a Divindade é diretamente proporcional ao espaço que temos disponível em nossos corações. E o tanto de espaço acessível em nosso homem interior para a vida divina tem relação direta com as coisas para as quais nós entregamos nossas paixões! Colocando em outras palavras: “o Pai procura adoradores.” Se Ele quisesse só “cantores” então não ia fazer diferença se alguém gastasse a vida todinha, contanto que cantasse algumas músicas para Ele por X horas toda semana, aí tudo ficaria bem. Só que não é bem assim. O Pai procura aqueles que, por causa de uma nova e inata natureza, fazem pouco caso da terra e do algodão-doce ressequido que há nela e permanecem em ansiosa reverência ao contemplarem o Pai e meditarem em Seus maravilhosos caminhos. Não existe outra espécie de adorador! Portanto, quando nossos instáveis corações se enamoram com o lixo maligno ou mesmo com aquele lixo “trivial”, é adoração idólatra! Nosso homem interior acabou de venerar a 3ª dimensão, algo dentro de nós acabou ficando um pouco mais vazio e nossa alma ficou um pouco mais “magra.” Não dá para ser um adorador de sombras criadas e adorador do Deus Eterno ao mesmo tempo. Como João disse: “se alguém ama o mundo, o Amor do Pai não está nele.” Esta conversa é muito importante. O autor de Provérbios diz, “guarda teu CORAÇÃO—pois é ele a fonte que jorra a VIDA.” Deus disse que o grande mandamento era Amar a Deus com TODO (100%) de nosso coração… O coração (nossos motivos e paixões) é onde a guerra dos séculos está sendo travada. Entregar o coração a batatas fritas, computador, roseiras, um relacionamento (qualquer que seja sua área, e se você for honesto provavelmente em pelo menos uma área o seu coração é tentado a se deixar levar)—é um erro tão trágico e pode trazer tanta perda bem rapidamente.
O que torna os assuntos do coração tão complicados é que eles parecem tão fáceis de esconder e são muito difíceis de abordar. Ninguém quer sair por aí perguntando, “ei, por que você está fazendo isso?” Ninguém quer ser a polícia da intenções. Mas é nos motivos que muitas batalhas são ganhas ou perdidas. Nossos motivos determinam onde iremos avançar com Deus, ou se iremos encalhar e morrer. Quando alguém questiona uma atividade, você pode dar mil respostas aparentemente corretas e razoáveis. Mas a verdadeira pergunta é, “foi o Espírito que te moveu a fazer isso, isso tem realmente o avanço do Reino de Deus nos corações dos homens como objetivo, ou é simplesmente para seu bel-prazer, conforto ou paz? Quando gastamos nossa energia manipulando e tramando para realizar nossas vontades, perdemos muitas oportunidades a nossa volta. Nos tornamos tão preocupados com nossos planos que deixamos de ver as boas obras que Deus preparou para nós antes das eras. Que tragédia.
Algumas linhas de outros e-mails, etc.
“Toda tristeza só dura um instante. Todo prazer só dura um momento. Somente o que é Eterno é importante. Vem a prova. Ela vai passar. Em poucos dias, meses ou anos, teremos esquecido dela. A forma como ENCARAMOS aquela prova—nossa atitude interior ao abordá-la—pertence às coisas que são ETERNAS. Tudo que somos, tudo que seremos, quer em nós e nos outros, em todo o universo—passado, presente e futuro—é afetado por toda a eternidade por como REAGIMOS às tentações, ou provas, ou vitórias ou derrotas. Os problemas eles próprios são irrelevantes. O que é ETERNO: como respondemos no íntimo de nossos corações—essas são as únicas coisas que têm valor. Tudo mais vai passar e ser esquecido e banalizado pelo tempo e espaço. Não parece que é assim agora. Nós achamos, ‘Ah se eu pudesse ter ____. Ah se esse problema fosse embora. ENTÃO, ____.’ Mesmo assim precisamos ser lembrados do que já sabemos. Os prazeres passam. As provas, mesmo que pareçam longas e difíceis, são um vapor. Se conseguíssemos ter o que desejamos, ou nos livrassemos do que detestamos, nós iríamos, COM TAL ATITUDE, apenas sofrer perdas terríveis no plano da Eternidade. As Escrituras dizem, ‘Ele lhes deu o que queriam, mas enviou magreza a suas almas.’ Vamos olhar para Ele e investir no que é Eterno, e não naquilo que passa.”
Este primeiro pensamento é assustadoramente simples: aquilo em que você encontra o prazer da sua vida, aquilo que você precisa e deseja para ser verdadeiramente feliz, o lugar onde você encontra seu conforto e força…esse é o lugar onde você deve também encontrar a salvação da sua alma. Ou é Jesus, ou é um ídolo. Sinceramente, a maioria das pessoas encontra conforto, identidade e felicidade ou em vícios malignos, seus trabalhos, atividades religiosas inventadas pelo homem, ou em algum esporte ou passatempo, ou em parentescos biológicos. Uma combinação dessas “dependências químicas” permite ao típico pecador “ser feliz” e permanecer contente num estado de coma neste mundo decaído. Essas coisas não passam de DROGAS, substâncias ilícitas que cegam os sentidos contra a REALIDADE que poderia ser delas em Jesus e Seu Reino. Mas é fato que a maioria, ao invés, vai se endurecer com o alternativo “barato” dessas “dependências químicas.” Esportes (como fuga ou vício, ou paixão e ladrão de conversas), ou emprego ou família…são para muitos em nada diferentes de ídolos. Por quê? Porque procurar felicidade, força, paz, ligação ou identidade nelas…é abandonar Jesus. Referir-se a “buscar relacionamentos”, ou ver “família” segundo a carne, ao invés do Espírito, como disse Arthur Wallis, “ser compassivo, sentimental ou complacente em relação aos que amamos significa que estamos mais interessados em agradá-los do que a Deus. Essa é a atitude que causa feridas espirituais. Quando a cruz entra em nossos relacionamentos, estamos prontos para sacrificar e sofrer, para separação e abnegação, caso a vontade de Deus o exija, mas o resultado será sempre abençoado! Vejam Abraão. O princípio da cruz nos relacionamentos humanos foi a grande lição que ele teve que aprender durante toda sua vida, até que por fim ele desejou até mesmo colocar Isaque sobre o altar. E aquilo foi a melhor coisa que ele jamais fez, por Isaque e por ele próprio.” “Ninguém pode servir a dois senhores.” Alguém só pode agradar a si mesmo, ou agradar a Jesus…mas nunca os dois. Os que “amam o mundo” (e as “coisas do mundo”) são “inimigos de Deus.” Aqueles que “vivem pelo prazer” estão “mortos mesmo enquanto vivem.” Em que é que nós ENCONTRAMOS nosso conforto, identidade e felicidade?
Alguns pensamentos e trechos deJesus em Sua Plenitude:
“As pessoas podem te conhecer como alguém que sabe muito sobre Jesus, Seu Reino, mas rios de água viva fluindo de dentro? DE JEITO NENHUM, se teu coração está preso, entregue e enamorado das coisas desta terra. Copos d’água não viram rios caudalosos. A menos que você se ache saturado com Cristo, você nunca vai ter rios fluindo do homem interior, como Jesus prometeu que poderia. Você pode! Ele disse, “a todos que crerem, rios de água viva” (João 7). A todos que crerem! A todos os que têm fé, há realmente toda oportunidade de ter mais do que só um gole de água por vez. Água aos copos nunca vai acumular o suficiente para transbordar e dividir com outras pessoas. Não é assim que as coisas funcionam. Se você se encontra de mãos vazias no trabalho, vizinhança ou até mesmo no seu quarto à noite quando tenta orar, pode bem ser porque você está procurando coisas ao invés de ver Cristo como a plenitude da sua identidade, como a plenitude de tudo aquilo que o Pai jamais poderia dar.” Pobreza ou Abundância: A ESCOLHA é sua!
14/11/2007

